O familiar instala o perfil no aparelho que vai viajar, ainda em casa, dá um nome claro a cada linha e escreve um cartão com os poucos toques do desembarque. A divisão de funções tem base no aparelho: no iPhone com Dual SIM, os dois números fazem e recebem ligações, mas o aparelho usa uma rede de dados celulares por vez, segundo a Apple (consultado em 29/09/2026), então cabe ao preparo decidir qual linha fica com as ligações e qual com os dados. O roteiro fecha com um combinado de suporte à distância: quem ajuda, por qual canal e com o quê em mãos.
Por que preparar o eSIM por outra pessoa importa?
Porque o erro mais caro de quem prepara para outro é desfazer, sem querer, o que já estava instalado. A Apple avisa que “Se você apagar um eSIM, precisará entrar em contato com a operadora para obter um novo” e orienta não apagar o eSIM para resolver problemas, a menos que a operadora peça (Apple, consultado em 29/09/2026). Num aparelho de outra pessoa, longe de casa, um perfil apagado por tentativa vira dependência de atendimento no pior momento. Por isso a preparação é feita com calma, no aparelho de quem viaja e na frente dela, e o cartão de instruções traz um aviso claro: o que está na tela fica como está.
O que precisa estar pronto no aparelho de quem viaja?
O perfil digital fica preso ao aparelho em que foi instalado, então tudo acontece no celular que vai embarcar, e não no do familiar. Antes de comprar o plano, três condições são conferidas.
A primeira é o aparelho aceitar eSIM: no iPhone, a Apple exige iPhone XS, iPhone XS Max, iPhone XR ou posterior, operadora ou provedor que ofereça suporte a eSIM e conexão a uma rede Wi-Fi ou ao Acesso Pessoal, embora em alguns países os modelos que usam somente eSIM possam ser ativados sem Wi-Fi (Apple, consultado em 30/09/2026). No Pixel, quem tem Pixel 3a ou mais recente pode usar um SIM físico e um eSIM, e dois perfis de eSIM ao mesmo tempo exigem Pixel 7 ou mais recente e operadora que permita (Google, consultado em 29/09/2026). A segunda é o aparelho estar desbloqueado para linha de outra operadora. A terceira é a linha de casa seguir funcionando, no chip físico ou em outro perfil, para receber SMS e ligações. Se alguma falhar, a compra do plano espera.
A leitura do QR Code muda quando outra pessoa prepara: o familiar tem uma segunda tela à mão. As saídas para o caso de uma tela só estão em Dá para ler o QR Code do eSIM no próprio celular?.
Passo a passo da instalação feita pelo familiar
O roteiro cobre só o que muda quando outra pessoa prepara; os toques de cada sistema estão nas páginas de instalação, e nome e caminho dos ajustes mudam com a versão.
- Reunir os dois aparelhos e o Wi-Fi de casa. O celular de quem viaja baixa o perfil pela internet, e o do familiar (ou um computador) mostra o QR Code recebido na compra.
- Ler o QR Code com o aparelho de quem viaja. Sem segunda tela, o código vai à mão: no iPhone, a Apple descreve o caminho de Ajustes até “Inserir Detalhes Manualmente”, na parte inferior da tela (Apple, lido em 01/10/2026). No Galaxy, a Samsung diz que a operadora pode pedir o EID do telefone, que está na embalagem do aparelho ou na informação de status (lido em 01/10/2026). O passo a passo completo está em Como instalar eSIM manualmente, sem QR Code?.
- Dar nome às linhas na hora. Cada linha ganha um nome curto que diga para que serve, como “Casa” e “Viagem”.
- Separar as funções. A linha de casa fica ativa para SMS e ligações, com o dado móvel desligado, porque a Anatel registra, no Anatel Explica (edição 38, junho de 2021), que no exterior o consumidor paga um valor extra para usar a banda larga móvel do aparelho (lido em 01/10/2026). A linha de viagem fica como a linha de dados, com os ajustes de roaming que o fornecedor do plano indicar, assunto de eSIM precisa ativar roaming internacional?.
- Mostrar a tela pronta. A pessoa vê onde estão as duas linhas, com os nomes dados, e toca ela mesma no caminho que vai usar ao pousar.
- Conferir o início da validade. Se o plano conta da instalação, instalar muito cedo gasta dias; se conta da primeira conexão no destino, a instalação antecipada não gasta nada, e a regra se confere na compra.
Um detalhe evita susto antes do embarque: em casa, a linha de viagem pode aparecer sem rede, e isso não indica defeito, porque a conexão depende da área de cobertura da rede do destino.
O que entra no cartão de instruções e nos nomes das linhas?
O cartão é uma folha curta, escrita junto com quem viaja, que vai na bolsa ou na carteira, fora do celular, porque é quando o celular não conecta que ele é consultado. Funciona melhor com as mesmas palavras da tela: se a linha se chama “Viagem” nos ajustes, o cartão diz “Viagem”, e não “eSIM” ou “linha de dados”. Os nomes são escolhidos antes de o cartão ser escrito.
O que entra:
- os nomes das duas linhas e a função de cada uma, em uma frase;
- os toques do desembarque, descritos com as palavras da tela;
- o que fazer se a internet não aparecer: reiniciar o aparelho uma vez e, se não resolver, procurar o Wi-Fi do aeroporto;
- quem ajuda, por qual canal e em que horário combinado;
- o número de emergência do destino, que a Comissão Europeia registra como 112 em todos os países da UE (consultado em 29/09/2026) e o Itamaraty como 911 nos Estados Unidos (consultado em 29/09/2026); o que muda quando o plano é só de dados está em Dá para ligar para emergência com eSIM só de dados?;
- o que não mexer: a linha de casa não é apagada durante a viagem, e o código de SMS do banco depende dela, como mostra Como receber SMS do banco no exterior?.
Como combinar o suporte à distância?
O combinado responde a três perguntas antes do embarque: quem ajuda, por qual canal e com o quê em mãos. Com as respostas escritas no cartão, um problema no desembarque vira uma conversa curta.
Quem ajuda é uma pessoa só, de preferência a que fez a instalação, porque conhece os nomes das linhas e o caminho mostrado; com mais de um familiar ajudando ao mesmo tempo, as instruções se contradizem. O canal precisa funcionar sem a linha de viagem: um aplicativo de mensagem ou de chamada de vídeo pelo Wi-Fi do aeroporto cumpre esse papel, e a chamada de vídeo deixa quem ajuda ver a tela. A diferença de fuso entra no combinado, porque quem ajuda precisa estar disponível na hora prevista do pouso.
Nas mãos de quem ajuda ficam a mensagem da compra, com o código do perfil e o contato do fornecedor, o modelo do aparelho e os nomes das linhas e as datas e o destino da viagem. O fornecedor do plano resolve problemas do perfil de viagem, e a operadora brasileira resolve os da linha de casa; a primeira mensagem ao atendimento está em Como falar com o suporte do eSIM sem internet?.
Situação × o que acontece no desembarque
A tabela alinha as situações do desembarque com o que o cartão orienta, e serve para o familiar conferir se o cartão responde a todas.
| Situação no desembarque | O que o cartão orienta | Quem resolve |
|---|---|---|
| Linha “Viagem” sem sinal logo após o pouso | Tirar o aparelho do modo avião, aguardar e reiniciar uma vez | Quem viaja, com o cartão |
| Sem internet depois de reiniciar | Usar o Wi-Fi do aeroporto, que leva vantagem sobre insistir nos dados, e chamar quem ajuda | Quem ajuda, por chamada de vídeo |
| SMS de confirmação chegando | Ler o código normalmente, sem mexer nos ajustes | Quem viaja |
| Dados passando pela linha “Casa” | Desligar o dado móvel da linha de casa pelo caminho combinado | Quem ajuda |
| Perfil de viagem apagado por engano | Não tentar de novo sozinho; falar com quem ajuda | Fornecedor do plano |
O eSIM de viagem não se configura sozinho no desembarque. O que a preparação garante é que os toques estejam decididos, escritos e conferidos, e que haja alguém do outro lado se algo sair do previsto.
Ver também
- Dá para ler o QR Code do eSIM no próprio celular?: as saídas quando não há uma segunda tela por perto.
- Como instalar eSIM manualmente, sem QR Code?: a instalação pelo código digitado.
- Como receber SMS do banco no exterior?: como manter os códigos da linha brasileira chegando na viagem.
- eSIM precisa ativar roaming internacional?: os ajustes de roaming de cada linha.
Perguntas frequentes
Posso instalar o eSIM de viagem da minha mãe pelo meu celular?
Não, porque o perfil fica preso ao aparelho em que é instalado. A instalação é feita no celular dela, e o seu celular serve para mostrar o QR Code na tela. Sem segunda tela, o código também pode ser digitado à mão no aparelho dela.
Dá para configurar o eSIM de um familiar que já está viajando?
Sim, se o aparelho dele tiver Wi-Fi e o código do perfil em mãos. Você orienta por chamada de vídeo, e ele toca na tela do próprio aparelho. O mais seguro continua sendo fazer a instalação em casa, antes do embarque.
Que nome dar às linhas no celular de quem viaja?
Nomes curtos que digam a função, como “Casa” para a linha brasileira e “Viagem” para a linha de dados. O cartão de instruções usa exatamente esses nomes, para que quem viaja reconheça na tela o que leu no papel.
O que escrever no cartão de instruções do eSIM de viagem?
Os nomes das duas linhas, os toques do desembarque, o que fazer se a internet não aparecer, quem ajuda e por qual canal, o número de emergência do destino e o aviso de não apagar a linha de casa. O cartão fica na bolsa ou na carteira, fora do celular.
O que fazer se o eSIM de viagem for apagado por engano?
Não tentar instalar de novo por conta própria. Segundo a Apple, quem apaga um eSIM precisa contatar a operadora para obter um novo, então o caminho é falar com quem ajuda e com o fornecedor do plano.
Em resumo
- O eSIM de viagem é instalado no aparelho de quem viaja, porque o perfil fica preso ao aparelho em que foi instalado.
- No iPhone com Dual SIM, o aparelho usa uma rede de dados celulares por vez, então o preparo define qual linha faz as ligações e qual faz os dados.
- Apagar um eSIM obriga a pedir um novo à operadora, segundo a Apple; por isso o aparelho de quem viaja não é mexido sem necessidade.
- As linhas ganham nomes que dizem a função, e o cartão de instruções usa as mesmas palavras da tela.
- O suporte à distância é combinado antes: uma pessoa, um canal que funcione pelo Wi-Fi e a mensagem da compra em mãos.
Time Hero Seguros — guia de conectividade em viagem do TripChip, o eSIM de viagem da Hero Seguros. Conteúdo de categoria, atualizado em setembro de 2026.