Pode, com uma condição: pela Instrução Suplementar nº 175-001 da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), Revisão M, vigente desde 6/4/2026, aparelhos eletrônicos portáteis com bateria de lítio deveriam viajar na bagagem de mão e, se forem despachados, devem estar completamente desligados, não bastando o modo de espera ou a hibernação. O carregador portátil que mantém o roteador ligado segue regra mais rígida: baterias de lítio sobressalentes e carregadores portáteis (power banks) devem ir na bagagem de mão (ANAC, consultado em 2026-09-29). Como a regra é da autoridade brasileira, em voo de companhia estrangeira a orientação de bagagem se confere com a própria companhia.

O que a regra da ANAC diz sobre aparelhos com bateria de lítio?

A instrução trata de baterias de lítio, carregadores portáteis e aparelhos eletrônicos portáteis na mesma tabela de provisões para artigos perigosos transportados por passageiros e tripulantes. O texto separa dois grupos: de um lado, baterias sobressalentes e carregadores portáteis, que devem ir como bagagem de mão; de outro, os aparelhos eletrônicos portáteis, entre eles o celular e o roteador, para os quais a bagagem de mão é a forma indicada. Essa separação decide em que parte da mala cada item entra.

A instrução também limita a bateria em si: o teto vale para as baterias de íon lítio avulsas e para as que estão dentro dos aparelhos, e a nota da própria tabela estende as restrições a dispositivos eletrônicos portáteis, baterias sobressalentes, carregadores portáteis e bagagem equipada com bateria de lítio (consultado em 2026-09-29).

O documento consultado é a Revisão M com a indicação de retificação de 22/05/2026 no nome do arquivo, e a instrução é revista ao longo do tempo: quem lê uma versão antiga em outro site pode encontrar limites diferentes, e a versão vigente se confere na página da ANAC, na data da viagem.

O roteador portátil vai na mão ou pode ser despachado?

O roteador portátil é um aparelho eletrônico portátil com bateria de lítio, e não um carregador portátil; a classificação define a regra que vale para ele. Pelo texto da ANAC, esses aparelhos deveriam ser transportados como bagagem de mão, e, se despachados, devem estar completamente desligados, sem que o modo de espera ou a hibernação sirvam de substituto.

As duas palavras do texto têm pesos diferentes. “Deveriam” indica a bagagem de mão como forma preferida; “devem” exige o desligamento completo quando o aparelho vai no compartimento de carga. O roteador, portanto, pode ser despachado, e quem escolhe essa via assume a tarefa de entregá-lo desligado de verdade. A bateria dentro dele conta para o limite de capacidade descrito mais abaixo.

E o carregador portátil que mantém o roteador ligado?

O carregador portátil tem previsão própria: deve ir como bagagem de mão, cada passageiro leva no máximo dois, e nenhum pode ser recarregado enquanto estiver a bordo. A conta da mala fica assim: o carregador viaja com o passageiro, o roteador tem a bagagem de mão como indicação e o despacho como alternativa desligada, e a bateria sobressalente de lítio segue o mesmo caminho do carregador.

Como saber se a bateria cabe no limite?

O valor que interessa está em Wh e aparece na própria bateria, na etiqueta do aparelho ou no manual. O limite tem duas faixas: cada bateria de íon lítio pode ter até 100 Wh, e uma bateria acima de 100 Wh e até 160 Wh só embarca com a aprovação do operador aéreo; os limites valem também para as baterias dentro dos aparelhos (consultado em 2026-09-29). O número que conta é o impresso na bateria que será levada, aparelho por aparelho. Na dúvida sobre o valor, a companhia aérea é quem confirma a orientação do voo, e guardar a foto da etiqueta ajuda se a conferência for feita no aeroporto.

O que a fonte diz sobre baterias acima de 100 Wh, e o que ela não diz?

Diz que uma bateria de íon lítio acima de 100 Wh e até 160 Wh pode ser levada com a aprovação do operador aéreo, e que o teto de 100 Wh vale sem aprovação. Não diz, no trecho lido, como a aprovação é pedida, quanto tempo leva nem o que ocorre acima de 160 Wh. Como a fonte não detalha esses pontos, o caminho é perguntar à companhia aérea do voo, com o valor em Wh à mão, e não presumir uma resposta; o mesmo vale para qualquer regra própria que a companhia tenha além da instrução brasileira. A fonte também não afirma a capacidade de nenhum roteador ou modelo específico: o número é o da bateria que o viajante tem em mãos.

Por que a regra da bateria importa na hora de fazer a mala?

Porque quem escolhe o Wi-Fi portátil leva, no mínimo, três itens com bateria de lítio, e cada um cai em uma previsão diferente da mesma tabela: o roteador, com a bagagem de mão indicada e o despacho possível se completamente desligado; o carregador portátil, que só vai na mão, em quantidade de até dois por passageiro; e o celular, aparelho eletrônico portátil como o roteador. A mala bem feita separa os três antes do aeroporto, e o limite de 100 Wh por bateria vale para todos. O eSIM não acrescenta item a essa lista: a Apple descreve o eSIM como um recurso que permite gerenciar até oito ou mais eSIMs e ativar novos planos digitalmente (consultado em 2026-09-29), ou seja, dentro do celular que já está na conta.

E o uso do roteador durante o voo?

A regra da bagagem não decide o uso a bordo. Pela Instrução Suplementar nº 91.21-001 da ANAC, no método aceito para ampliar o uso de eletrônicos portáteis a bordo, a companhia aérea define quais aparelhos podem ser usados em cada fase do voo e informa aos passageiros em quais fases o uso é autorizado e em que configuração, “modo avião” ou equivalente; “modo avião” é o estado em que o aparelho não transmite intencionalmente sinais de radiofrequência, como chamadas, dados, Wi-Fi e Bluetooth (ANAC, consultado em 2026-09-29). A mesma instrução registra que o operador deve informar aos passageiros as condições em que os aparelhos podem ser usados em cada fase do voo. A fonte não diz se o roteador portátil está entre os aparelhos liberados; quem responde é a companhia do voo, e a resposta vale por voo, e não pelo aparelho.

O que conferir antes de ir ao aeroporto?

A conferência segue o item, e não o nome do aparelho. A tabela reúne o que a instrução prevê para cada item.

Item na malaBagagem de mãoBagagem despachada
Roteador portátil (aparelho eletrônico com bateria de lítio)Indicada: os aparelhos deveriam ir na mãoAdmitida se completamente desligado; espera e hibernação não bastam
Carregador portátil (power bank)Obrigatória, no máximo dois por passageiro, sem recarga a bordoA instrução manda levar na mão
Bateria sobressalente de íon lítioObrigatóriaA instrução manda levar na mão
Bateria de íon lítio dentro de aparelhoAté 100 Wh; de 100 Wh a 160 Wh só com aprovação do operador aéreoMesmos limites de Wh

Na linha do roteador, a bagagem despachada é a única em que a instrução pede um cuidado extra; nas linhas do carregador e da bateria sobressalente, só a bagagem de mão serve. Depois da tabela, a lista de conferência:

  1. Ler a capacidade em Wh de cada bateria, na bateria, na etiqueta ou no manual.
  2. Separar carregadores portáteis e baterias sobressalentes para a bagagem de mão.
  3. Confirmar que o aparelho que vai despachado está completamente desligado, e não em modo de espera.
  4. Conferir se alguma bateria passa de 100 Wh e, nesse caso, obter a aprovação do operador aéreo.
  5. Confirmar a orientação com a companhia aérea quando o voo for operado por empresa de outro país.

Ver também

  • Chip no Japão precisa de passaporte?: outra conferência de quem planeja a conexão antes de viajar ao exterior.
  • eSIM no México precisa de registro?: o registro da linha móvel que muda a conferência antes da viagem.

Perguntas frequentes

Posso despachar o roteador portátil desligado?

Pode. A instrução da ANAC indica a bagagem de mão para aparelhos eletrônicos portáteis, e, se o roteador for despachado, ele precisa estar completamente desligado, sem que o modo de espera ou a hibernação sirvam. A bagagem de mão segue sendo a forma indicada.

Roteador portátil e carregador portátil seguem a mesma regra?

Não. O carregador portátil deve ir na bagagem de mão, no máximo dois por passageiro, e não pode ser recarregado a bordo. O roteador é aparelho eletrônico portátil com bateria de lítio e pode ser despachado desde que completamente desligado.

Como descubro a capacidade da bateria do roteador?

O número está em Wh, impresso na bateria, na etiqueta do aparelho ou no manual. O limite é de 100 Wh por bateria de íon lítio, ou acima de 100 Wh e até 160 Wh com aprovação do operador aéreo. Se o número não estiver claro, a companhia aérea confirma.

A regra da ANAC vale em voo de companhia estrangeira?

A instrução é da autoridade brasileira, e um voo operado por empresa de outro país pode ter regra própria. Em voo de companhia estrangeira, a orientação de bagagem se confirma com a própria companhia antes de fechar a mala.

Dá para levar mais de um carregador portátil junto com o roteador?

Até dois por passageiro, e na bagagem de mão. Esse é o teto da instrução da ANAC para carregadores portáteis, e a bateria de cada um segue o limite de 100 Wh, ou até 160 Wh com aprovação do operador aéreo.

Posso recarregar o carregador portátil durante o voo?

Não. Pela instrução da ANAC, os carregadores portáteis não podem ser recarregados enquanto estiverem a bordo da aeronave, e cada passageiro leva no máximo dois.

Em resumo

  • O roteador portátil é um aparelho eletrônico portátil com bateria de lítio: a instrução da ANAC (Revisão M, vigente desde 6/4/2026) indica a bagagem de mão e, se despachado, exige o aparelho completamente desligado.
  • Carregadores portáteis e baterias sobressalentes de lítio vão na bagagem de mão, com no máximo dois carregadores por passageiro e sem recarga a bordo.
  • Cada bateria de íon lítio vai até 100 Wh, ou acima de 100 Wh e até 160 Wh com aprovação do operador aéreo, e o limite vale também para a bateria dentro do aparelho.
  • A capacidade em Wh está escrita na bateria, na etiqueta ou no manual.
  • Em voo de companhia estrangeira, a orientação de bagagem se confirma com a companhia aérea.

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